Lisboa

O TEATRO DA TRINDADE foi inaugurado a 30 de novembro de 1867, por iniciativa de Francisco Palha, com desenho do arquiteto Miguel Evaristo. O edifício, com traços pombalinos e neoclássicos, foi erguido entre a Rua da Misericórdia, o Largo da Trindade e a Rua Nova da Trindade e integrava também um Salão, onde decorriam concertos, conferências e bailes.

A música dominou o repertório nas primeiras décadas, com operetas, óperas-cómicas, vaudevilles e zarzuelas.

Em 1921, o Trindade é vendido à Anglo Portuguese Telephone Company, o Salão é demolido e o recheio do teatro vendido em leilão. Regressa à vocação teatral em 1924, depois de adquirido por José Loureiro e da reconstrução do interior. Inicia uma nova era, em que passa sobretudo a ser palco de apresentação de várias companhias: Aura Abranches, Satanela/Amarante, Palmira Bastos, Alves da Cunha/Berta de Bívar, Lucília Simões/Erico Braga, Eva Stachino, Hortense Luz ou Rey Colaço/Robles Monteiro. Acolhe também trupes internacionais, nomeadamente, na década de 1920, a companhia Velasco (espanhola), a companhia do Bataclan (Paris), com os seus nus artísticos, e a Revue Nègre. Durante a década de 1930 o repertório é dominado por companhias nacionais, com comédias e revistas para toda a família, em linha com a visão mais conservadora da sociedade imposta pelo regime.

Em 1938, o Trindade abre como cinema, função que mantém durante cerca de duas décadas, sem nunca abandonar o teatro.

Em 1962, o teatro é vendido à FNAT, atual INATEL. José Serra Formigal assume a direção e cria a Companhia Portuguesa de Ópera, projeto que tenta recuperar a iniciativa de Afonso Taveira e que que se mantém até 1975, com a apresentação de várias óperas ao longo dos anos. No período após o 25 de Abril de 1974 são apresentados espetáculos diversificados, com destaque para algumas peças proibidas pela censura, de Brecht e Peter Weiss. Em 1990, José Carlos Barros assume a direção e determina a realização de obras de restauro. Em meados de 1992, já sob a direção de Rui Paulo Calarrão, o teatro reabre e inaugura a Sala Estúdio.

No ano em que assinala 150 anos de existência (2017), com Inês de Medeiros na direção (2016-2017), o teatro regressa à produção própria, com destaque para o espetáculo comemorativo Todo o Mundo é Um Palco, de Beatriz Batarda e Marco Martins. Diogo Infante assume a direção em novembro de 2017. Em 2018 promove uma homenagem a Carmen Dolores, com o espetáculo Carmen e a atribuição do nome da atriz, que se estreou no Trindade em 1945, à sala principal.

Com uma história multifacetada, feita de teatro mas também de ópera, música, cinema ou bailado, o Trindade continua hoje a assumir-se como um palco de diversidade e a cumprir a vontade do seu fundador: apresentar um repertório popular mas de qualidade, para um público diversificado.

LOCALIZAÇÃO
Rua Nova da Trindade, 9 | 1200-301 Lisboa  

HORÁRIO DA BILHETEIRA
. Terça-feira a sábado | 14h00 – 20h00
. Domingo | 14h00 – 18h00

CONTACTOS
T. +351 213 423 200 | E. teatro.trindade@inatel.pt