Lisboa

LOCAL: Culturgest – Auditório Emílio Rui Vilar  
DATA:  2 e 3 de junho de 2026
HORA: 21h00
CLASSIFICAÇÃO: M/12
BILHETES: 18 €

A palavra “borda” significa fronteira, margem, limite, barreira. Existem fronteiras geográficas e políticas, representadas por muros, arames farpados, postos de controle, portões. Essas fronteiras pressupõem uma hierarquia e criam zonas de oposição: hospitalidade e hostilidade, liberdade e dominação, o que é considerado nativo e o que é estrangeiro, inferior e superior. É o lugar da alteridade. As fronteiras distinguem grupos e povos, humanos e não humanos. Quem pertence e quem não pertence?

A palavra “borda” pode também derivar do verbo “bordar”, que significa enriquecer, decorar, aprimorar.
Num sentido figurado, a palavra “borda” pode significar imaginar, fantasiar. A imaginação intensifica os sonhos, as fábulas, as miragens, a criação. Como podemos trabalhar a partir de uma realidade entrelaçada por linhas visíveis e invisíveis, que ultrapassam os limites das fronteiras? Talvez, pacientemente, tecendo juntos um lugar poroso de alteridade fluida, um bordado onde as margens se movem, flutuam e dançam.

A coreógrafa brasileira Lia Rodrigues cria as suas obras no Centro de Artes da favela da Maré no Rio de Janeiro e é considerada uma das vozes mais singulares e originais da dança contemporânea internacional.

Criado por Lia Rodrigues
Interpretação e criação em colaboração com Leonardo Nunes, Valentina Fittipaldi, Andrey da Silva, David Abreu, Raquel Alexandre, Daline Ribeiro, João Alves, Cayo Almeida, Vitor de Abreu