Lisboa

O JARDIM BOTÂNICO TROPICAL ocupa uma área total de cerca de 7 hectares, integrando um Parque Botânico aberto ao público com 5 hectares. Com um património vegetal especializado em flora tropical, o Jardim encontra-se classificado como Monumento Nacional.

Desde 2015 que o Jardim Botânico Tropical integra a Universidade de Lisboa, sendo atualmente gerido em conjunto com o Museu de História Natural e da Ciência e o Jardim Botânico de Lisboa e desenvolvendo atividades de caráter científico, educativo, cultural e de lazer, no âmbito da preservação e valorização do património e da difusão da cultura científica sobre a ciência tropical e a história e memória da ciência e da técnica nos descobrimentos, na expansão e na colonização portuguesas.

O Jardim foi criado em 25 de Janeiro de 1906 por Decreto Régio, no contexto da organização dos serviços agrícolas coloniais e do Ensino Agronómico Colonial no Instituto de Agronomia e de Veterinária, tendo-se denominado então Jardim Colonial.

Inicialmente instalado nas Estufas do Conde de Farrôbo e respetivos terrenos anexos, o Jardim foi transferido em 1912 para a “Cêrca do Palácio de Belém”, onde ainda hoje se encontra.

O Parque e Estufas do Jardim Botânico Tropical reúnem um conjunto de cerca de 600 espécies originárias de vários continentes. A maioria das espécies é de origem tropical ou subtropical, no entanto, existem algumas originárias de regiões temperadas.

O Jardim Botânico Tropical encontra-se situado num espaço de quintas e casas de recreio da nobreza portuguesa dos séculos XVI a XVIII. Um dos edifícios em destaque é a Casa do Fresco do século XVII, também denominada Casa do Veado, devido à figura animal que adorna o seu portal, atualmente escondida num dos cantos do jardim. Mais visível é o Palácio Calheta ou Palácio do Páteo das Vacas, que pertenceu aos Condes da Calheta até ser adquirido por D. João V em 1726. Deste período subsiste ainda, no jardim, vária estatuária em mármore de Carrara de Bernardino Ludovici (1693-1749), Giuseppe Mazzuoli (1624-1725) e outros artistas.

Do período inicial do Jardim Colonial ficou, principalmente, a Estufa Principal, edificada em ferro em 1914.
A Exposição do Mundo Português (1940), que ocupou grande parte da zona de Belém, teve um muito importante polo no próprio jardim, a Seção Colonial, dando origem a várias novas estruturas, como o edifício da Casa Colonial (atualmente denominada Casa da Direção), com painéis de azulejos de temática colonial, o antigo Restaurante Colonial, o Pavilhão das Matérias-Primas e o Arco de Macau. Datam desta mesma exposição, os catorze bustos africanos e asiáticos do escultor Manuel de Oliveira que povoam o jardim e os dois painéis de madeira em baixo-relevo do escultor Alípio Brandão, expostos no átrio do Palácio da Calheta, com temática centrada na agricultura e pesca nas colónias.

LOCALIZAÇÃO
Largo dos Jerónimos | 1400-209 Lisboa  

HORÁRIO
Outubro a Março |  9h00 – 17h00
Abril a Setembro | 9h00 – 20h00
Entrada grátis aos domingos até às 13h00

ENTRADA
A pagar

INFORMAÇÕES
T. +351 213 921 800 | E. geral@museus.ulisboa.pt